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Invertebrado (Conus geographus) lança insulina na água para paralisar peixe.

Invertebrado (Conus geographus) lança insulina na água para paralisar peixe.
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Cientistas descobriram que uma espécie de molusco tem uma estratégia peculiar para capturar suas presas. Esses animais lançam insulina na água para provocar hipoglicemia em cardumes de pequenos peixes. Dessa forma, eles ficam mais lentos e desorientados, tornando-se alvos mais fáceis.

Molusco (Conus geographus) lança insulina na água para paralisar presa por hipoglicemiaImagens mostram duas espécies de molusco, o Conus geographus (esq.) e o Conus tulipa (dir.) tentando capturar peixes; eles liberam insulina na água para provocar hipoglicemia em suas presas, tornando-as mais lentas (Foto: Jason Biggs and Baldomero Olivera/University of Utah)

A espécie que desenvolveu essa estratégia, Conus geographus, move-se lentamente, por isso conta com seu veneno para caçar as presas. Mas, até então, não se imaginava que a insulina fazia parte desse processo. Acreditava-se que o molusco disparava na água uma mistura de toxinas imobilizadoras por meio de uma falsa boca. Quando os peixes eram atingidos e paravam de se mexer, eram engolidos pelo molusco.

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, queriam descobrir o mecanismo que fazia as presas do molusco ficarem mais lentas a partir do contato com seu veneno. Ao analisarem as proteínas produzidas na glândula da Conus geographus, encontraram duas que eram muito parecidas com o hormônio insulina,  responsável pelo controle do açúcar no sangue.

Constatou-se que a espécie Conus tulipa também usa a mesma estratégia de caça. “Este é um tipo único de insulina. É mais curto do que qualquer outro tipo de insulina descrita em qualquer animal”, diz Baldomero M. Oliveira, professor da Universidade de Utah e um dos autores do estudo.

Hipoglicemia
Para testar se essa insulina realmente tinha a função de ajudar na caça, os cientistas sintetizaram em laboratório a mesma substância produzida pelos moluscos e testaram seus efeitos no peixe paulistinha, ou zebrafish. A substância fez os níveis de glicose caírem e prejudicou os movimentos do peixe.

Os resultados sugerem que a insulina ajuda os moluscos a paralisar cardumes inteiros de peixes por meio de choque hipoglicêmico, ou choque insulínico.

De acordo com os autores do estudo, publicado nesta segunda-feira (19) na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os resultados revelam um papel até então desconhecido da insulina como forma de capturar presas. Estudar a insulina produzida pelo Conus geographus pode ajudar a entender a ação da insulina no corpo humano, segundo os pesquisadores.

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