TOP 200 IAPLC 2012

Confira todas as imagens do TOP 200 IAPLC e como é o sistema de votação.

Entrevista Igor Maciel: 9º colocado do CBAP 2012 em detalhes.

Exelente entrevista com o Aquapaisagista Alagoano Igor Maciel: 9º colocado do CBAP 2012

Entrevista Rodrigo Paes: 7º colocado do CBAP 2011 em detalhes.

Nessa entrevista com o Alagoano Aquapaisagista Rodrigo Paes, vamos mergulhar a fundo nesse aquário com informações, imagens e vídeo. Tirar o máximo de como foi essa montagem.

22 de abril de 2014

Infecções cutâneas e acidentes por animais traumatizantes e venenosos ocorridos em aquários.

Artigo de Vidal Haddad Junior, professor-assistente doutor da Universidade Estadual Paulista (Faculdades de Medicina de Botucatu e Biologia Marinha de São Vicente), Médico do Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan). Link

Olá,

Depois desse artigo eu comecei a repensar em alguns deslizes no aquarismo, quem nunca bebeu a água do aquário?

O aquarismo a cada dia ganha novos adeptos no Brasil. Impulsionado por belos peixes e objetos de decoração, o hábito pode trazer problemas como infecções e envenenamentos por diversos animais. Demonstração dos animais causadores e dos quadros clínicos envolvidos com estes acidentes, das infecções cutâneas encontradas após traumas e das medidas terapêuticas e preventivas para controle do problema, pouco conhecido pela população em geral.

Utilizou-se um estudo prospectivo para a detecção de acidentes por animais e infecções ocorridas após traumas em aquários. Estes dados serviram de base para um estudo epidemiológico, clínico e terapêutico sobre o problema. Em cerca de 300 acidentes por animais aquáticos, 12 ou 4% do total foram causados por animais venenosos em aquários. Cinco infecções bacterianas e uma fúngica foram identificadas após traumas em aquários. Os acidentes em aquários domésticos e comerciais são relativamente comuns e podem acarretar infecções cutâneas e ferimentos por animais venenosos ou traumatizantes. Os proprietários de aquários na maioria das vezes não têm informações sobre estes acidentes. Os autores fornecem as espécies de microorganismos e animais mais freqüentemente

INTRODUÇÃO

O hábito da criação de animais marinhos e fluviais em aquários cresceu de maneira exponencial no Brasil nas últimas décadas, sem que as noções dos riscos associados fossem divulgadas proporcionalmente. Manipulações de animais e estruturas funcionais ou de decoração de aquários profissionais ou domésticos por pessoas podem causar traumas de diversas intensidades às mãos, que, assim, podem servir de porta de entrada para uma série de complicações, como graves infecções que ocorrem pela presença de bactérias e fungos nas águas e no substrato de pedras, conchas ou outros materiais decorativos. Além disso, vários animais adquiridos em lojas de aquarismo podem causar envenenamentos, dermatites e ferimentos diversos nas pessoas, tendo os comerciantes do ramo pouco conhecimento a respeito de ferrões, espículas e dentes da maioria desses animaiss, o que aumenta o risco de acidentes.

A) Infecções

As infecções bacterianas podem ser causadas por várias espécies, incluindo as mesmas bactérias que causam infecções em terra firme, como os estafilococos e estreptococos (o que ocorre na maioria dos casos). É necessário ter-se em mente que pequenos arranhões ou abrasões podem ser suficientes para causar graves infecções, com ocasional risco de vida.

Bactérias altamente patogênicas também são encontradas no "caldo de cultura" que são as águas de um aquário. Entre elas, é possível isolar espécies de Pseudomonas, Clostridium perfringens e tetani (causam a gangrena gasosa e o tétano), Aeromonas hydrophila, mais encontrada em água doce e bactérias do gênero Vibrio, especialmente Vibrio vulnificus, comuns na água do mar. As bactérias dos gêneros Aeromonas e Vibrio são adquiridas em contato com a água e podem causar infecções gravíssimas, manifestando-se por septicemias já em fases precoces da infecção e causando falência dos órgãos e sistemas, e morte. Essas infecções são mais comuns em indivíduos diabéticos ou com outras doenças que cursam com imunodeficiências e, felizmente, não são observadas com freqüência. O erisipelóide é uma celulite causada pelo Erysipelothrix rhusiopathiae, bactéria Gram-positiva que raramente provoca efeitos sistêmicos. Infecções mais raras são causadas por Mycobacterium marinum, que provoca lesões verrucosas, linfangite ou úlceras de difícil cicatrização no local de um pequeno ferimento. Algumas infecções causadas por fungos também podem estar associadas a traumas ocorridos em ambientes aquáticos, como a esporotricose, uma micose sistêmica grave.

B) Animais venenosos e traumatizantes

Nessa categoria existem vários animais causadores de acidentes, alguns aparentemente inofensivos, como anêmonas, corais e ouriços-do-mar, utilizados como decoração de aquários marinhos. Anêmonas e corais são cnidários e podem causar dermatites tão severas como aquelas provocados por águas-vivas e caravelas. No local estabelecem-se edema e eritema que podem persistir por dias, sendo o acidente muito doloroso no início. Vermes marinhos (poliquetas) também causam acidentes semelhantes. Ouriços-do-mar manipulados sem os devidos cuidados podem introduzir na pele humana suas espículas corporais, cuja retirada é difícil, necessitando exérese em ambiente hospitalar.

Entre os peixes venenosos, devem ser citados os mandis e bagres marinhos e fluviais (famílias Pimelodidae e Ariidae), portadores de ferrões venenosos nem sempre conhecidos pelos criadores. As arraias de água doce são belos peixes vendidos em grande número nas lojas de aquarismo e podem causar um dos mais graves envenenamentos por animal aquático. Arraias marinhas mantidas em aquários domésticos e comerciais também causam acidentes severos.

Ocasionalmente, é possível observar peixes-escorpião (Scorpaenidae) em aquários. O risco da manutenção de um peixe desses é óbvio, em função da gravidade do acidente em humanos.8 Por fim, a importação maciça de lionfishes ou peixes-leão vem provocando problemas, com alguns acidentes atendidos no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan): o peixe pertence à família Scorpaenidae, havendo semelhanças com os peixes-escorpião do litoral brasileiro. As espículas longas de suas nadadeiras perfuram a pele e inoculam um veneno que causa muita dor à vítima, bem como edema e eritema.

A maioria dos acidentes por animais venenosos ocorre por falta de cuidados ou de informações referentes ao animal escolhido pelo aquarista. Todo acidente por peixe venenoso causa eritema, edema e quadros álgicos importantes, sendo mais intensos nos acidentes provocados por arraias, peixes-escorpião e lionfishes.

Alguns peixes podem machucar por mordidas ou outras estruturas corporais traumatizantes e não venenosas. Como exemplo, temos as piranhas (Serrassalmidae), que são mantidas em aquários por um bom número de pessoas, podendo causar ferimentos graves e até amputações de falanges ou dedos.1 As moréias, cuja ação dos dentes pontiagudos se soma à saliva tóxica, causam intensa dor na vítima. Lâminas afiadas surgem da cauda de peixes-cirurgião (Acanthuridaae), família à qual pertencem os Tang, trazidos em grande quantidade dos oceanos Pacífico e Índico. Por fim, é importante saber que os raios das nadadeiras de quase todos os peixes são pontiagudos e penetram a pele humana com facilidade, podendo causar inflamação e infecções bacterianas e fúngicas.

CASUÍSTICA

No período de três anos (janeiro de 2000 a dezembro de 2002) foram observados e registrados acidentes em pessoas que mantinham aquários em suas casas e que relatavam histórias de associação com infecções e acidentes por animais aquáticos com traumas em aquários, quando da limpeza do ambiente, alimentação dos animais ou sua manipulação. Esses pacientes foram examinados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantã).Os exames laboratoriais para comprovação da etiologia infecciosa foram realizados sempre que existiram sinais e sintomas infecciosos, tais como febre, mal-estar, secreção purulenta local e edema e eritema extensos, sendo utilizados culturas para bactérias, fungos e antibiograma. Nos acidentes por animais venenosos ou traumatizantes o diagnóstico foi fornecido pela história do paciente e pelo quadro clínico apresentado.


RESULTADOS

As infecções detectadas após traumas em aquários estão descritas na quadro 1.

Quadro 1


Foram detectadas seis infecções, sendo cinco de origem bacteriana e uma causada por fungo. Em cerca de 300 acidentes por animais marinhos e fluviais observados pelo autor no período de três anos, 12 foram causados em pessoas que tiveram contato com animais em aquários. Peixes e ouriços-do-mar foram os principais responsáveis por esses acidentes, e a gravidade do quadro variou com a espécie causadora. As características desses acidentes estão expressas no quadro 2.

Quadro 2
Todas as infecções ocorreram em aquários domésticos e não foram graves, embora se manifestassem por mal-estar, febre, edema e eritema locais. Em um caso, surgiram bolhas sobre as placas eritêmato-edematosas. O diagnóstico dos pacientes foi de erisipela por Staphylococcus aureus em cinco casos, o que foi comprovado pela cultura do microorganismo (Figura 1). O exame clínico mostrou que os traumas que serviram de porta de entrada aconteceram dentro da água de aquários em 100% da amostragem e sempre nas mãos ou dedos, com predominância do lado direito. O tratamento foi efetuado com sucesso usando-se cefalexina 2g/dia por via oral, durante 10 dias.


Um dos pacientes apresentou infecção por Sporothrix schenckii, caracterizada por uma úlcera crônica na mão direita e linfangite ascendente nodular, surgido após trauma provocado por ossos de um bagre que estavam em seu aquário (Figura 2). Essa manifestação clínica confunde-se com o granuloma de piscinas, causada pela Mycobacterium marinum, cuja epidemiologia é a mesma. Nesse caso, porém, o tratamento de prova resolveu as lesões. A cultura para S. schenkii foi negativa, mas o paciente fez uso de itraconazol 100 mg/dia durante 28 dias, a partir do exame inicial, sem melhora definitiva das lesões. O autor relatou infecção pelo mesmo fungo após trauma causado por raios de nadadeiras de peixe, embora não em aquário.


Os pacientes, sem exceção, não tinham informações sobre os riscos de aquisição de processos infecciosos ao manipular aquários, o que reforça a idéia inicial do trabalho. Quadros por bactérias dos gêneros Aeromonas, Pseudomonas, Vibrio ou Clostridium não foram observados, o que é compatível com a raridade dessas infecções em comparação com as infecções estreptocócicas e estafilocócicas.2

A cada 1.000 atendimentos nos pronto-socorros de cidades litorâneas, um é causado por animal marinho.1 Em cerca de 300 acidentes causados por animais aquáticos observados pelo autor no período do início de 2000 ao final de 2002, 12 (4%) foram causados por animais em aquários. Os peixes-leão ou lionfish causaram quatro acidentes, o que corresponde a 1,33% do total de acidentes ou 33% da amostragem de acidentes por animais em aquários (Figura 3). Os peixes-leão (Pterois volitans) são importados maciçamente dos oceanos Índico e Pacífico devido a sua beleza, sendo vistos com freqüência em aquários domésticos. As arraias também causaram quatro acidentes (1,33 do total ou 33% dos acidentes por animais em aquários). As arraias fluviais da família Potamotrygonidae causaram três ferimentos (Figura 4). Trata-se de peixes muito vendidos em lojas de aquarismo, sem fornecimento das orientações necessárias para a criação de um animal venenoso em casa. Um caso foi provocado por uma arraia marinha, a ticonha ou focinho-de-boi (Rhinoptera bonasus), em um profissional que fazia manutenção de um tanque de exposição de arraias em Guarujá, São Paulo (Figura 5).




Dois casos (0,66% do total ou 16,66% dos acidentes por animais de aquário) foram causados por ouriços-do-mar pretos (Echinometra lacunter) (Figura 6). Um acidente deveu-se a uma moréia amarela (Gimnothorax ocellatus), e um a mandijuba (Pimelodus maculatus), o único acidente causado por peixe de água doce (0,33% do total ou 8,33% dos acidentes em aquários).


Houve dor em maior ou menor intensidade em todos os ferimentos. Os acidentes de maior gravidade, acompanhados por mal-estar, foram causados por peixes-leão e arraias. As vítimas acidentaram-se quando da limpeza dos aquários ou manipulação dos animais para alimentação ou outros cuidados. Nove acidentes aconteceram em aquários domésticos, dois em funcionários de lojas de aquarismo e um em tanque de exposição de grandes peixes. Os pacientes utilizaram nos tratamentos urina, analgésicos injetáveis, álcool, e apenas um paciente utilizou água quente para imersão do local acidentado. Apenas metade das vítimas sabia dos riscos que os animais manipulados oferecia e dos cuidados que se fazem necessários quando da manipulação.

CONCLUSÕES

Todo ferimento acontecido em aquário, por menor que seja, deve ser cuidadosamente lavado com água e sabão. Fragmentos de ferrões de peixes, pedras, areia ou outros materiais no ferimento devem obrigatoriamente ser retirados. O uso de um antisséptico como álcool ou iodo pode ser feito após a lavagem intensiva do ponto acometido. Pequenas inflamações sempre ocorrem após traumas em ambientes aquáticos, mas se o eritema e o edema não desaparecerem em um ou dois dias ou se aparecerem febre e mal-estar, uma infecção cutânea pode estar se manifestando, como observado nos casos desta série.

Os envenenamentos por animais aquáticos são tratados de formas diversas, dependendo cada tratamento do animal causador do processo. Acidentes por corais, anêmonas e, mais raramente, por águas-vivas e caravelas podem ser controlados por compressas ou imersão do local acometido em água marinha gelada (água doce dispara mais nematocistos, que são as células urticantes dos tentáculos, agravando o quadro). Banhos de vinagre também auxiliam, inativando o veneno. Espículas de ouriços-do-mar devem ser retiradas em hospitais, pois são quebradiças, e a permanência de fragmentos na pele pode levar a nódulos dolorosos que só são resolvidos por cirurgia. Os ferimentos causados por peixes venenosos apresentam boa melhora com a imersão do ponto comprometido em água quente, mas tolerável, uma vez que o veneno dos peixes é instável no calor e degenera.1 Essa medida deve ser aplicada sempre que a dor for incompatível com o ferimento, sinal inequívoco de envenenamento. Acidentes provocados por bagres, mandis, peixes-escorpião, peixes-leão (lionfishes), moréias e arraias fluviais e marinhas devem sempre ser tratados inicialmente com água quente e, posteriormente, ter atendimento hospitalar. Os ferimentos traumáticos, como os causados por piranhas, peixes-cirurgião e raios de nadadeiras de vários peixes devem ser encarados com cautela, utilizando-se as medidas gerais já descritas para ferimentos ocorridos dentro de aquários.

Por fim, recomenda-se o uso de luvas grossas de borracha quando houver necessidade da introdução das mãos em um aquário (doméstico ou não), porque até mesmo as pedras e outros objetos de decoração podem carrear bactérias altamente patogênicas. É recomendado o uso de redes para manipulação de espécies perigosas de animais (na verdade, sempre que se for lidar com qualquer animal aquático). Os envenenamentos não são comuns, mas podem ocorrer, se não forem tomados os cuidados necessários e se não houver um bom conhecimento do animal mantido no aquário. O aquarista deve ser conscientizado de que pequenos cortes e arranhões adquiridos dentro de aquários caseiros oferecem riscos semelhantes àqueles a que se expõe na Natureza ou até maiores, e um pequeno trauma deve ser tratado com atenção a fim de serem evitadas complicações graves.

Agradecimentos: Aos médicos João Luiz Costa Cardoso, Francisco Oscar Siqueira França e Dr. Silvio Alencar Marques (UNESP) pelo auxílio e cessão de casos observados no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan).


Referências: 1. Haddad Jr V. Atlas de animais aquáticos perigosos do Brasil: guia médico de identificação e tratamento (Atlas of Brazilian dangerous aquatic animals: a medical guide of diagnosis and treatment). São Paulo: Editora Roca, 2000: 145 pp. 
2. Thomas C, Scott S. All stings considered: first aid and medical treatment of Hawai'i's Marine Injuries. United States of America: University of Hawai'í's Press, 1997: 100-157.       
3. Millington JT, Wihelm P. Marine microbiology of Roca Alijos. J Wild Med 1983; 4: 384-390.  
4. Haddad Jr V, Miot HA, Camargo RMP, Chiaro A. Cutaneous sporotrichosis associated with a puncture in dorsal fin of a fish (Tilapia sp): report of a case. Medical Micology 2002; 40(4): 425-427.  
5. Haddad Jr V, Novaes SPMS, Miot HA, Zuccon A. Acidentes causados por ouriços-do-mar - eficácia da extração precoce das espículas na prevenção de complicações. An bras Dermatol 2002; 77(2): 123-128.     
6. Haddad Jr V, Gonzales MT. Acidentes provocados por mandis (Pimelodus sp): estudo clínico em uma comunidade de pescadores em Santa Maria da Serra (SP). Resumo. In: Anais do VI Simpósio da Sociedade Brasileira de Toxinologia, Março 15-18, 2000. São Pedro: 2000.  
7. Schiera A, Battifoglio ML, Scarabelli G, Crippa D. Stingray injury in a domestic aquarium. Int J Dermatol 2002; 41(1): 50-1.   8. Haddad Jr V, Martins IA, Makyama HM. Injuries caused by scorpionfishes (Scorpaena plumieri Bloch, 1789 and Scorpaena brasiliensis Cuvier, 1829) in the Southwestern Atlantic Ocean (Brazilian coast): epidemiologic, clinic and therapeutic aspects of 23 stings in humans. Toxicon (In Press).     
9. Haddad Jr V, Cardoso JLC, França FOS, Hui FH, Malaque CMS. Acidentes por lionfishes (Pterois volitans): relato de dois casos observados no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan - SP). Resumo. In: Anais do LIII Congresso Brasileiro de Dermatologia, Setembro 5-9, 1998. Blumenau: 1998.    

Veja também: Cuidado você pode ser o próximo.

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21 de abril de 2014

1° Simpósio Maranhense de Aquarismo

Pessoal de Maranhão e região,

Estamos apoiando o SMA 2014, 1° Simpósio Maranhense de Aquarismo será realizado nos dias 26 e 27 de abril na cidade de Imperatriz. O evento tem o objetivo de propagar o hobby de aquarismo e laguismo, que deve ser praticado com profissionalismo e responsabilidade. Afinal, trata-se como um todo de animais, plantas e corais vivos.

O intuito é, ainda, o de orientar e mostrar na prática, e também, desmistificar as belezas desse maravilhoso mundo debaixo d’água. Para isso, profissionais da área estarão ministrando palestras e mesas redondas. Haverá também sorteio de brindes e montagem de aquários. A realização é da equipe do Império dos Aquários, empresa com sede há 4 anos na cidade de Imperatriz.

Acesse Império dos Aquários ou ligue para (99) 3523 0828 para maiores detalhes.




Um dos pontos fortes do evento será a palestra do aquapaisagista alagoano Rodrigo Paes.

O AquaA3 parabeniza a importante iniciativa em prol do nosso hobby no nordeste.

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16 de abril de 2014

Projeto: Casa contêiner com lago

Olá,

Tudo merece um pouco de estudo para se ter sucesso, seja na montagem de um aquário ou de uma casa. A dica é sempre fazer um projeto pensando nos mínimos detalhes, desse modo irá evitar eventuais problemas. Pensando nisso o Aquarista e arquiteto Rafael Henrique nos enviou esse projeto onde um dos principais detalhes é a casa contêiner sobre o #lago.


Segundo o Rafael,  a área externa da casa na verdade é uma grande aproximação com a natureza com muitas árvores e um grande gramado, o acesso a casa fica por conta de um caminho feito em concregrama e logo de inicio já se deparada com um lindo lago com águas cristalinas e belas carpas coloridas, o lago se estende por debaixo do contêiner que por sinal são todos elevados em três níveis diferentes.








Memorial Descritivo: 

Projeto residencial realizado em três contêineres com a respectivas medidas: 1º 12,00 x 2,35 x 2,69, 2º 6,00 x 2,35 x 2,69 e 3º 3,00 x 2,35 x 2,69 (c. l. a.)

O revestimento das estruturas internas dos contêineres conta com isopor + gesso acartonado (Drywall) nas paredes, gesso acartonado no teto e piso em porcelanato nas áreas molhadas e piso em porcelanato de madeira nos demais ambientes, a cobertura foi feita com telhas Termoacústica e o telhado possuí apenas um água com uma inclinação de 13% que acompanha os diferentes níveis dos contêineres que foram todos apoiados na fundação feita em pilotis, para que os três contêineres não tivessem contato difereto com o solo. As paredes de divisões internas como quartos e banheiros foram construída também com o Drywall e todos os ambientes internos ganharam revestimento diferenciados como acabamento.

O contêiner de 12m ficou destinado a área privativa do casa, onde foram distríbuidos os quartos, banheiro e um pequeno escritório, possuí  também um pequeno corredor com uma porta de correr em madeira e vidro que dá acesso a área externa da casa, que é composta por um Deck com Pergolas dando  um excelente ambiente para receber os amigos que ainda ganha uma vista diretamente para um lindo lago qua avança por debaixo do contêiner.
O quarto do Casal foi projeto de uma maneira ampla e confortável, recebemento um espaço especial para o armário com 2 portas de correr e um espelho na parede ao lado, em cima da cama do casal foi desenvolvido um armário com 3 nichos com iluminação em LED e dois pendentes que ficam direcionado em cima dos dois criados com gavetas embutidos em uma bela  e confortável cabeceira acolchoada, para o revestimento do quarto foi escolhido um tom de cinza claro paredes exceto a parede da cama que recebeu um lindo papel de parede preto escolhido a gosto do casal e piso de madeira dando maior conforto e modernidade ao ambiante, o quarto do bebê fica próximo ao quarto do casal separado apenas pelo banheiro, o pequeno quarto ganhou um amplo armário com 2 portas de correr, um berço, um criado volante com gavetas, nichos e quadros para a decoração, a cor foi escolhido Branco Diamante para os móveis e azul claro para as paredes, e também piso de madeira, mesmo pequeno o quarto foi projetado para receber futuramente uma cama de solteiro de maneira confortável, e para melhor aproveitamento de espaço foi optado por porta de entrada de correr embutida na parede de Drywall.

O banheiro tem tamanho suficiente para atender todas as necessidades, conta com um revestimento em porcelanato branco tanto no piso como nas paredes, possuí detalhes em pastilhas que variam da cor branca a preta, a parte de banho é separado por um box em vidro temperado translúcido com uma porta de correr, o banheiro recebeu um chuveiro de této , vaso sanitário com caixa acoplada e cuba de sobrepor, nesse ambiante foi trabalhado muito os tons de preto e branco atendendo os gosto do casal. O pequeno e confortável escritório possuí uma bancada e um armário superior com nichos e LED’s ambos em MDF madeirado escolhido pelo casal, para torná-lo mais confortável ele ficou próximo a área externa da casa, separado por uma porta de correr e madeira e vidro que dá acesso a mais um Deck com Pergolas e uma confortável cadeira de balanço com uma vista perfeita paras as noites estreladas, para separar o Deck da Área de lazer foi estratégicamente colocado um jarfim vertical voltado ao Deck.

A sala fica no contêiner menor de 3m e tem como função separar o ambiente privativo da sala de jantar e cozinha ela é composta por um sofá de couro preto com três lugares, revestimento da parede com placas de concreto elevado Mosart, piso de madeira e uma grande porde de correr em vidro e madeira, mas o destaque fica por conta da  estante que foi  projetada para separar a sala da parte privativa da casa, ela conta com espaço para receber uma TV de até 42”, portas basculante gavetas e nichos para equipamentos e livros, ela conta também com um espaço na parte de trás exclusivo para as varas de pescas marinha do pai e para sua execução foi optado por MDF Branco Diamante com portas e frente de gavetas em MDF Preto Laca.

A sala de jantar e cozinha ficam no cotêiner de 6m, ele conta com uma ampla e moderna cozinha pensada especialmente no pai que gosta de cozinhar ela conta com um gabinete em formato de “U”  em granito preto absoluto e armários planejados em MDF Branco Diamante, o piso e parede são revestidos em porcelanato branco e a parede do fundo e a do balcão receberam pastilhas nos tons de marrons para modernizar o ambiente, a sala de jantar é composta por uma mesa para quarto pessoas fixada no gabinete da cozinha, com pendentes centralizados para melhor conforto e sofisticação. A separação da Sala de Jantar com a Sala de TV fica por conta de uma parede moderna parede de cobogó, e seu acesso é por uma grande porta de madeira e vidro igual as demais.

A área de serviço fica na parte externa porém a máquina de lavar e secar ganhou um canto especial na cozinha, assim não dificultando os afazerem domésticos nos dias de chuva.

A área externa da casa na verdade é uma grande aproximação com a natureza com muitas árvores e um grande gramado, o acesso a casa fica por conta de um caminho feito em concregrama e logo de inicio já se deparada com um lindo lago com águas cristalinas e belas carpas coloridas, o lago se estende por debaixo do contêiner que por sinal são todos elevados em três níveis diferentes, e todos possuem acessos com Deck’s e Pergolas dando assim um ar mais natural e muito aconchegante, o terreno também possuí um pequeno tanque de areia para a diversão do pequeno filho do casal, e mais um jardim vertical para parede do contêiner de 12m que mais uma vez chama a atenção por ser sobre o lago. A localização da casa ficou disposta com a entrada pela face Sul, quartos e banheiro Leste, escritório e serviço Norte e cozinha e jantar a Oeste. E para valorizar ainda mais a idéia de Casa Contêiner as estruturas externas permaneceram aparentes e ganharam apenas uma pintura Branca, os vãos de portas e janelas foram feitos e locais estratégicos para não comprometer a parte estrutural dos contêineres.

Para solicitar um projeto sob medida, entre em contato via e-mail Rafael Henrique <rafael.hdp@hotmail.com>



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8 de abril de 2014

Sorteio de dois kits de plantas "low" com Bucephalandra.

Olá,

Aqualeaf é uma loja especializada em plantas "low" e em algumas raridades. Fechamos uma parceria e como forma de divulgação iremos realizar esse sorteio com dois kits de plantas, um desses kits tem a tão deseja  Bucephalandra Sintang.


Passo a passo:
1º Curta a página: Aqualeaf;
Compartilhe a publicação do sorteio no Facebook, modo público;
3º Clique no botão "Quero Participar" no link.

Regulamento:

1. O Sorteio:

1.1 Para concorrer deve cumprir o passo a passo do sorteio;
1.2 Cada ganhador receberá 1 kit.
1.3
Kit 1: Bucephalandra Sintang, Bolbitis Heteroclita, Microsorium, Short Dragontail, M. Minas Gerais, M. Singapura.

Kit 2: Bolbitis Baby leaf, Microsorium pteropus red, M.Vanuatu, M. Philllipine, M. Windelov e M. Narrow leaf.

2. Premiação:

2.1 O sorteio será feito por meio do aplicativo sortei.me;
2.2 Por volta das 16h do dia 08 de maio será anunciado na página o nome dos ganhadores;
2.3 O prêmio é individual e intransferível, e em hipótese alguma poderá ser trocado por outro produto/prêmio ou convertido em dinheiro;
2.4 O pagamento do frete é por conta da Aqualeaf;
2.5 Os kits serão enviados ao endereço informado pelos contemplados em território nacional;
2.6 O contemplado tem até 7 dias após o anúncio do ganhador para enviar os dados – do contrário, estará desclassificado.

4. Disposições Gerais:

4.1 É vetada a participação de pessoas jurídicas;
4.2 O internauta poderá ser sorteado apenas uma vez.
4.3 O ganhador deverá ter alguma ligação com o Aquarismo, à organização do concurso se reserva no direito de pedir alguma imagem relacionada ao aquarismo provando sua afinidade. Exemplo: Uma imagem do ganhador ao lado do seu aquário.
4.4 A participação nesta promoção caracteriza a aceitação dos termos e condições previstos neste Regulamento.


Boa sorte!

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15 de março de 2014

Analise da montagem "Sunrise in the Valley" de Marcelon Tonon 3º IAPLC 2013

10 mar 2014 por Art Pennom (Sunrise in the Valley by Marcelo Tonon Chiovatto)
Tradução de Marcelo Tonon Chiovatto
Versão em Inglês (English version)
90 x 45 x 30 cm - 121 L
Filtragem: Fluval 404.
Iluminação: 8 x T5 Dymax.
Substrato: Seachem Flourite
Fauna: Hyphessobrycon flammeus.
Flora: Rotala sp. "Green", Rotala indica, Eleocharis minima, Marsilea hirsuta, Glossostigma elatinoides, Callitriche sp., Staurogyne sp, Limnophila sp. "Vietnam", Taxiphyllum sp. "Flame Moss", Hygrophila pinnatifida, Fissidens fontanus e Vesicularia sp. (Nambei moss).
Manutenção: Troca parcial de 30% da água semanalmente e injeção de CO2 com cilindro Eden.

Introdução

14 de março de 2014

Ficha técnica: Staurogyne repens 1.0

Ficha versão Facebook, para melhor visualizar clique na imagem ou confira em nossa Fan page.

Nome comum: Staurogyne
Nome Científico: Staurogyne repens
Família: Acanthaceae
Origem: Brasil (Rio Cristalino, Mato Grosso).
Crescimento: Lento a moderado
Tamanho:
Altura: 3 - 10 cm
Largura: 5 - 10 cm
Co2: Sim
Reprodução: Por haste
Substrato fértil: Sim
Crescimento Emerso: Sim
Iluminação: Média a forte
Ph: 6 a 8.
Temperatura: 22 a 29°C
Dificuldade: Moderada.
Zona do Aquário: Intermediária
(Pode ser utilizada entre rochas)


Ilustração de uma Staurogyne repens. Fonte: Tropica


Características: Excelente opção para compor a parte intermediária de um plantado. Largamente utilizada na base e entre rochas ou troncos. Muito sensível a variações bruscas nos parâmetros da água, é comum ela simplesmente perder suas folhas após mudanças de aquário ou replantio, renascendo quando se acostuma com as novas condições. Uso obrigatório de Co2, substrato fértil e boas doses de fertilização líquida.

Ela é bastante usada entre as rochas, faz um contraste incrível.

Dicas rápidas: A Staurogyne é quase um coringa em uma composição de planos médios. Realça e valoriza composições com rochas, sendo sempre bem vinda para marcar a transição entre carpetes e plantas altas.

Staurogyne emersa, planta com quase 15cm de altura.

Cultivo emerso:  É uma planta relativame fácil para cultiva-la emersa, precisa apenas de uma boa adaptação e cuidados básicos. (Em breve iremos ensinar como deve ser feito)

Reprodução: Para obter novas mudas, bastar cortar a planta com mais de 4 nós e replantar no lugar desejado.

Autor: Rodrigo Paes (Biótopo Brasil)
Adaptado por André Albuquerque

Referências: Tropica

Enviem para a gente depoimentos ou imagens próprias sobre essa planta, que possívelmente iremos utilizar para melhorar esse artigo.

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