Notícias
Home Artigos Artigos Aquapaisagismo 10 plantas que dão o efeito carpete no aquário

10 plantas que dão o efeito carpete no aquário

10 plantas que dão o efeito carpete no aquário
5 (100%) 4 votos

O efeito de carpete no aquário é utilizado para forrar o substrato, tornando o aquário mais natural.

 O que é o efeito carpete no aquário?

O sonho de todos aquaristas que tem ou pensam em ter um aquário plantado é conseguir o efeito carpete com as plantas ocupando todos os espaços do substrato, o que é chamado de “carpete fechado”. O termo começou a ser utilizado no aquarismo como analogia ao carpete da sua casa e ao gramado de futebol, que lembra bastante a planta Eleocharis. O efeito traz uma sensação natural e é umas das técnicas mais utilizadas no aquapaisagismo.

Para isso, é necessário prestar muita atenção nas exigências e particularidades de cada planta. Os requisitos básicos se resumem a: injeção de CO2, iluminação adequada e substrato fértil. Porém, cada planta é diferente e devemos nos atentar às necessidades de cada uma delas.

Listamos abaixo as plantas mais comuns e dicas importantes para ter sucesso com efeito de carpete no aquário plantado!

Next Prev

Eleocharis parvula

Eleocharis parvula
Eleocharis parvula (créditos Cizma Zsolt/Flickr)

Uma das plantas mais procuradas por aquaristas iniciantes que desejam formar carpete. Planta de fácil cultivo e que em condições ideais formam densos carpetes. Não é muito exigente, mas uma boa iluminação, substrato fértil e gás carbônico aceleram seu crescimento. Em aquários low tech apresenta crescimento lento, mas se espalhando, podendo chegar a fechar totalmente a área destinada ao carpete. Se reproduz através de runners, onde a planta alastra o seu sistema radicular e depois começa a soltar suas folhas em formato de agulha, que dificilmente passa dos 10 cm. Tem uma grande amplitude na aceitação dos parâmetros KH,pH e temperatura.

Hemianthus callitrichoides “cuba”

Efeito carpete no aquário com Hemianthus callitrichoides "cuba"
Hemianthus callitrichoides “cuba”

Sem dúvida é umas das plantas mais utilizadas no hobby, principalmente no aquapaisagismo, onde se tem um efeito muito real de um gramado, o que se deve pelo diminuto tamanho de suas folhas. Ao receber boa iluminação e podas, fica com menos de 1cm de altura. Melhor se plantada em substrato fértil que não necessite de camada inerte para que suas raízes tenham maior contato com os nutrientes. Mesmo depois de formado o carpete, há que se atentar para as condições que ela exige, pois pode regredir e até mesmo se desprender do substrato. O mesmo ocorre na presença de algas sobre o carpete. Bem exigente, essa plantinha precisa de luz intensa e gás carbônico próximo a 30ppm, fertilização líquida também é bem-vinda, pois é muito comum essa planta apresentar deficiência nutricional, geralmente ficando com a cor apagada e em casos mais severos folhas brancas e amarelas. Pode apresentar o inconveniente de “estourar” na foto por ter cor clara, o que pode ser contornado com regulagem da câmera ou técnicas de iluminação no momento da foto.

Eleocharis sp. ‘Japan’

Eleocharis sp. 'Japan'
Eleocharis sp. ‘Japan’

Muito parecida com a Eleocharis parvula em relação às exigências, mas essa além de ficar mais alta apresenta o crescimento em parábola para as laterais. Fica melhor se plantada em pequenas moitas por diversos lugares do aquário, não é aconselhado fazer carpetes densos com ela, pois o seu crescimento em parábola paras as laterais, ou seja, o seu crescimento curvo a deixa com um aspecto de “carpete pisoteado” se plantada densamente.

Callitriche sp.

Callitriche sp.
Callitriche sp. simulando um carpete (Créditos Carlos Eduardo)

Planta relativamente nova no cenário nacional, mas se tornou muito popular em pouco tempo, esse motivo se deve a sua facilidade no cultivo em relação a outros carpetes. Lembra a Hemianthus Cuba (Hemianthus callitrichoides), mas com folhas um pouco maiores. Não é tão exigente quanto a “cuba”, mas apresenta todo seu potencial se oferecidas as mesmas condições. Até pouco tempo era confundida com a Micrathemum monte carlo, mas com a chegada da montecarlo em nosso país pudemos constatar que são espécies diferentes.Pode apresentar o inconveniente de “estourar” na foto por ter cor clara, o que pode ser contornado com regulagem da câmera ou técnicas de iluminação no momento da foto.

Riccia fluitans

Riccia fluitans
Riccia fluitans

Como o próprio nome sugere, é uma planta flutuante, mas em aquários ela é utilizada amarrada em troncos, rochas ou telas, e para a formação de carpetes com essa planta ela deve ser colada ou amarrada em rochas achatadas ou peças de cerâmicas e azulejos. Também pode ser presa com a utilização de telas finas, onde ela passará pelos furos das mesmas. Exige muito CO2para seu crescimento e muita iluminação para se manter compacta, suporta águas frias e em águas quentes ou sombreamento costuma apodrecer com facilidade. Pode apresentar o inconveniente de “estourar” na foto por ter cor clara, o que pode ser contornado com regulagem da câmera ou técnicas de iluminação no momento da foto. Também retém bolhas durante a fotossíntese devido ao formato de suas folhas que ficam entrelaçadas.

Hydrocotyle tripartita

Hydrocotyle tripartita
Hydrocotyle tripartita

Planta indicada para formação de carpetes em aquários mais altos, pois essa espécie chega a 15cm de altura, já em aquapaisagismo e aquários estilo holandês é mais utilizada para a formação de moitas. Tem crescimento rápido e baixa exigência.

Glossostigma elatinoides

Glossostigma elatinoides

No passado foi uma das plantas mais desejadas e utilizadas em carpetes. Mas com a necessidade de utilização de plantas com folhas menores, foi um pouco preterida nas escolhas dos aquapaisagistas. Mesmo assim, é uma ótima opção para aqueles que desejam um carpete majestoso. Exigente em relação a iluminação, nutrientes e CO2, apresentando rápido crescimento se oferecidas as condições ideais. 

Lilaeopsis brasiliensis

Lilaeopsis brasiliensis
Lilaeopsis brasiliensis (Créditos Tropica)

Lilaeopsis brasiliensis pode crescer compacto e ter um efeito de carpete. Medindo 4-7 cm de altura, essa altura só é alcançada com alta/média iluminação. Quanto ao plantio, deve-se plantar em pequenos estolhos aglomerados por todo o espaço que deseja manter a planta, mantendo um espaçamento entre cada moita. Além da iluminação, é recomendável adicionar nutrientes e gás carbônico. 

Marsilea hirsuta

Marsilea hirsuta
Marsilea hirsuta (Créditos Ivan Lugovic/Flickr)

Uma planta que forma um carpete muito belo. Pode ser encontrada como um trevo de quatro folhas, sofrendo alteração após o plantio imerso. Tem crescimento médio, mantendo uma altura entre 2 e 4 cm, lembrando uma glossostigma um pouco maior. Necessita iluminação moderada, gás carbônico e nutrientes. Inicialmente se espalha formando corredores, necessitando de cortes dos runners e replantio para seu adensamento. 

Utriculária graminifolia

Utriculária graminifolia
Utriculária graminifolia

Esta planta forma um dos mais belos carpetes que podemos ter em aquários, principalmente em meio a pedras, onde ela acaba se sobrepondo. Necessita iluminação moderada a intensa, gás carbônico e nutrientes, podendo se desenvolver rapidamente. Se multiplica através de runners, preenchendo os espaços disponíveis, mantendo altura entre 2 e 5 cm.Pode apresentar o inconveniente de “estourar” na foto por ter cor clara, o que pode ser contornado com regulagem da câmera ou técnicas de iluminação no momento da foto.

Next Prev

As opções aqui apresentadas, além de outras que poderiam se juntar a estas, atendem perfeitamente às exigências dos projetos que tenhamos em mente. Isto principalmente pela variedade de tamanhos, formatos e cores, detalhes importantíssimos na composição do layout. Basta escolher aquela que se adequa melhor ao trabalho que pretende desenvolver e desfrutar de toda a beleza que ela pode ajudar a proporcionar com o grupo de plantas do aquário, ou até mesmo sendo a estrela em um aquário plantado.

Segue o guia ensinando como plantar.

Esquecemos alguma? Deixe a sua sugestão nos comentários ou até a sua colaboração!

Autoria de Andy Andrade
Co-autoria e revisão textual de Americo Guazzelli

Sintam-se à vontade para corrigir, complementar e compartilhar a sua experiência conosco. Utilize o campo de comentários para tirar dúvidas e interagir sobre esse assunto. Faça parte deste time, colabore conosco!

Sobre AquaA3

Somos um site de aquarismo feito por pessoas que respiram quase que sempre debaixo d’água. Dulcícola ou marinho, nano ou jumbo, plantado ou apenas peixes. Parceria, união e o verbo somar. É assim que fazemos aquarismo. Faça parte deste time!

Veja também

A salamandra Axolote (Ambystoma mexicanum)

A salamandra Axolote (Ambystoma mexicanum)5 (100%) 2 votos O Axolote (Ambystoma mexicanum) é uma salamandra …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *