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Schistura larketensis é a novo peixe-cego da Índia

Schistura larketensis é a novo peixe-cego da Índia
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Schistura larketensis é o novo peixe-cego das cavernas encontrado na Índia

As cavernas do estado da Índia de Meghalaya são lar de diversas espécies de peixes cego. Somente no complexo da nova espécie, Schistura larketensis, existem duas espécies dos raros peixes cegos. Esses peixes desta mesma caverna estão em sério risco ambiental devido a mineração e  poluição na área, inclusive a recém descoberta espécie.

Explosões para mineração nos arredores da caverna onde a nova espécie se encontra.
Explosões para mineração nos arredores da caverna onde a nova espécie se encontra. (© D. Khlur B. Mukhim)

A nova espécie foi descoberta nas profundezas das cavernas de Krem Khung, um complexo cavernoso de calcário. Localmente a espécie era chamada de “tyrlen” porém os pesquisadores nomearam ela de Schistura larketensis, ou “Botia de Khung”.

Exemplar em vida de Schistura larketensis.
Exemplar em vida de Schistura larketensis. (© D. Khlur B. Mukhim)

Quando uma lanterna é apontada para o peixe não há nenhuma reação visível.” disse Dandadhar Sarma, professor de biologia de peixes e ciência de pesca na Gauhati University em Guwahati, Assam, Índia.

O peixe-cego foi coletado em uma pequena poça de água parada, distante de 500 metros da entrada da caverna. A poça media poucos metros quadrados e chegava no máximo a medir 1 metro de profundidade. Foram encontrados na poça alguns pequenos crustáceos e insetos. Sarma complementa “Ainda estamos tentando entender o papel da espécie no ecossistema da caverna e sua biologia“.

Meghalaya possui mais de 1600 cavernas. As cavernas frequentemente são inundadas nos períodos de chuva, trazendo muitos sedimentos do exterior. É interessante notar que em diferentes cavernas da região são encontradas diferentes espécies de peixes cegos.

Seu nome Schistura larketensis vem da vila próxima a caverna para encorajar os nativos a preservarem a espécie.

O estudo de Sarma concluiu que, por habitarem um ambiente de completo escuro não houve desenvolvimento de seus olhos, mas no lugar o peixe desenvolveu sentidos especiais gustativos, com órgãos sensoriais desenvolvidos em volta de sua boca. O peixe que mede cerca de 7 centímetros se alimenta de algas, biofilme de bactérias e também de pequenos insetos e crustáceos.

Mais informações: Ncbi por Choudhury H1, Mukhim DKB, Basumatary S, Warbah DP, Sarma D.

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Sobre Júlio Flórido

Estudante de Engenharia Química, apaixonado por aquarismo e aquapaisagismo. Entusiasta do FVM, possui uma estufa para produção de mudas, um aquário cubo de camarões autociclante e um plantado.

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