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Tentando salvar um kinguio com problema na bexiga natatória.

Tentando salvar um kinguio com problema na bexiga natatória.
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Depois da história “O Peixe Kinguio chamado “Einstein” é salvo usando Salva-Vidas” divulgada e traduzida em primeira mão em nosso blog. A aquarista Rosana Ferreira teve um probleminha com seu peixe e fez o mesmo com Kinguio dela de 6 anos. Vocês não tem ideia de como é gratificante receber esse e-mail, isso mostra que nosso trabalho está indo para as pessoas certas e dando resultados! Confira abaixo o caso dela.

– Há mais ou menos 10 dias, meu Kinguio apresentou problemas de flutuação no lago, estava virando de barriga pra cima e nadando sem direção. Como isso já havia acontecido antes, separei o Kinguio no aquário hospital e iniciei tratamento com sal de Epson, deixando uma coluna d’água o mais baixo que podia, de mais ou menos 30 cm. Comecei também a alimentá-lo somente com ervilhas.
Por 3 dias isso fez efeito e parecia que ele iria normalizar sua flutuação e natação. Até que no 4° dia percebi que ele voltou a ficar de barriga para cima e no fundo, no dia seguinte piorou, ficando até de lado. Não conseguia mais nadar e estava difícil para se alimentar.

kinguio com problema na bexiga natatória

Os dias seguintes foram todos assim, e eu tinha diminuído a coluna d’água para 1 vez e meia a sua altura, o calor piorou a situação, uma vez que contribui para diminuir a quantidade de O2 na água.
Não suportando mais ver o peixe desse jeito, me lembrei do caso do “Kinguio Einstein”… Acessei o arquivo da reportagem e comecei a reparar bem naquele colete, queria mesmo reproduzir a ideia.
Não consegui encontrar as peças apropriadas para unir as mangueiras e não conseguia ver um substituto para tal, até que meu marido se lembrou do Durepoxi e então, fiz as peças a mão, moldando-as.

Esperei mais de 12 horas para que ficassem bem secas e montei o colete. Coloquei o peixe em um frasco pequeno e ajustei nele a estrutura, passei as alças de mangueira uma dentro da outra e prendi com abraçadeiras pequenas para que não soltassem.

kinguio com problema na bexiga natatóriaQuando coloquei o peixe de volta na água, vi que funcionava. Ele ficou na posição certa, verifiquei que não apertava o corpo e que ele conseguia se deslocar na coluna d’água verticalmente. Apenas ficou um pouco incomodado com aquilo envolvendo seu corpo, mas logo não reagiu mais.
Vamos ver como será nos próximos dias, ele ainda está um pouco fraco, por se alimentar pouco ultimamente. Se tudo der certo, pretendo daqui a algum tempo retirar o colete para verificar se ele consegue retornar ao total controle de sua natação apenas por si. No momento, a alimentação está um pouco difícil, visto que eu o faço com uma pinça, pois ele ainda não consegue pegar comida sozinho. Não sei se é por fraqueza ou porque ainda não se adaptou ao colete.
Está em um aquário hospital, com aeração reforçada e filtro hang-on, sem medicação atualmente.

[Atualização 05/02/2013] – Tive que tirar o colete por hora. O fato do Kinguio ficar constantemente querendo se livrar dele fez a pele avermelhar.

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O também Aquarista Eiti Yamasaki, fez uma leve analise sobre esse caso e deu seu parecer sobre problema na bexiga natatória.

Kingyo têm problemas crônicos com a vesícula gasosa, principalmente devido à limitação de espaço em seus corpos (comprimidos pela seleção). Quando seus órgãos internos crescem (envelhecem) mais rápido que o crescimento geral do peixe, esse tipo de situação costuma ocorrer. Isso afeta sua homeostase, dificultando sua alimentação, aumentando stress e gasto energético, só prejudicando ainda mais seu desenvolvimento. Daí a dificuldade na “cura” (não existe cura por ser um problema genético). Mas em geral recomenda-se alimentos de fundo de qualidade que “estufem” menos no sistema digestório e que impeçam a ingestão de ar durante a alimentação (alimentos flutuantes). Essas medidas também podem eliminar problemas agudos decorrentes dessas falhas. Mas em casos crônicos, não existe cura. Já tive Kingyo que viveu por mais de 1 ano “deitado” no fundo do lago (onde se alimentava com ração de fundo) que aos poucos foi recuperando seu equilíbrio (conforme crescia e abria espaço em seu corpo). Ele ainda não é normal, mas é saudável e vive bem. Essas intervenções, ajudam a manter a posição estável na horizontal. Mas dependendo do caso, podem prejudicar sua flutuabilidade e busca por alimento. Outras “opção” que já vi é a inserção de quartzo (“cascalho”) em sua cavidade abdominal (em peixes grandes, onde o crescimento não é mais esperado) www.koivet.com/a_flipover_diseaase_goldfish.html

ATENÇÃO: O AquaA3 – Aquarismo Alagoano, alerta que esse procedimento se mal feito pode acarretar risco de morte ao seu peixe, então consulte alguém mais experiente para qualquer procedimento.

Sintam-se à vontade para corrigir, complementar e compartilhar a sua experiência conosco. Utilize o campo de comentários para tirar dúvidas e interagir sobre esse assunto. Faça parte deste time, colabore conosco!

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