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Alimentação de Acropora ajuda a lidar com temperaturas e concentrações de CO2.

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Uma nova pesquisa da UM Rosentiel School of Marine & Atmospheric Science descobriu que os corais Staghorn alimentados com Zooplâncton foram capazes de sustentar uma taxa de crescimento normal em elevadas temperaturas e concentrações de CO2. Estudos como este reforçam a importância da alimentação dos corais na natureza e em aquários.

Alimentação de Acropora ajuda a lidar com temperaturas e concentrações de CO2

Estudo mostra que uma dieta suplementar faz bem à saúde dos corais. UM Rosentiel School descobriu que corais conseguem suportar mudanças climáticas quando alimentados em situações de grande estresse.

Muitas pessoas sabem sobre os benefícios de se tomar suplementos, mas e em espécies de corais ameaçadas de extinção?

Um novo estudo liderado pela Universidade de Miami (UM) Rosentiel School of Marine and Atmospheric Science, pesquisadores descobriram que a espécie ameaçada de extinção, o coral Staghorn, pode se beneficiar de uma nutrição suplementar para aliviar as adversidades das mudanças climáticas do mundo. Os resultados são os primeiros a documentar que uma espécie de coral ameaçada, que antes é encontrada largamente por toda parte sul da Flórida e do Caribe, pode amenizar os efeitos das concentrações de gás carbônico nos oceanos aumentando a sua taxa de crescimento.

Nosso estudo mostra um caminho de recuperação previamente desconhecido parece espécie, que já foi uma espécie dominante no sul da Flórida“, explicou a estudante de PHD da UM Rosentiel School, Erica Towel, autora chefe do estudo.

Isso tem um impacto em como nós cuidamos e aonde plantamos corais Staghorn de volta nos corais para darmos a melhor chance de recuperação para espécie no futuro“.

StaghornStaghorn por Albert Kok

O time de pesquisadores separou oito colônias geneticamente diversas de corais Staghorn, Acropora cervicornis, em dois grupos, alimentados e não alimentados e os colocaram sobre elevadas temperaturas (30 °C), um nível um pouco abaixo da máxima na região de Flórida Keys, elevadas taxas de dióxido de carbono (800 ppm), taxa de gás carbônico prevista para 2065, por oito semanas. O grupo “alimentado” recebeu uma dieta suplementar de zoom plâncton duas vezes por semana.

Eles descobriram que os corais alimentados foram capazes de manter uma taxa de crescimento em ambos aspectos, temperatura elevada ou gás carbônico elevado, enquanto grupo de corais não alimentados sofreram significantes impactos de crescimento quando comparados aos outros corais. O estudo mostrou que temperatura, gás carbônico e alimentação possuem efeito significantes no crescimento dos corais.

Por muitos anos sabemos que alguns tipos de algas simbióticas ajudam os corais a enfrentar mudanças climáticas , falou o coautor Chris Langdon, professor da UM Resentiel School.

Esse estudo mostra que o comportamento e possivelmente diferenças fisiológicas nos animais, que metade são corais/algas simbióticas, podem  lidar não apenas com mudanças climáticas, mas também com acidificação dos oceanos.

Branqueamento de coraisAutor J. Roff /Wikipedia

Recife de corais no Caribe estão em um declínio devido às mudanças climáticas, que incluem aumento da temperatura e concentrações de gás carbônico, o resultado do aumento da queima de combustíveis fósseis. Aumento da concentração de dióxido de carbono e na atmosfera que é absorvido pelos oceanos, causando a queda do pH das Águas dos oceanos, uma condição conhecida como acidificação.

Nesse estudo descobrimos que um coral ameaçado, Acropora cervicornis, foi capaz de aumentar sua taxa de alimentação e armazenamento de energia quando exposto a altas concentrações de gás carbônico em temperaturas que variavam de 26 °C a 30 °C e ainda mantinha a calcificação que causava declínio significante de crescimento no grupo de corais não alimentados” de acordo com os autores. Apenas 2% dos corais Staghorn continuam na parede de corais na Flórida, então isso é realmente uma das poucas boas notícias que tivemos recentemente sobre corais e mudanças climáticas, falou Towle.

O estudo, nomeado “Espécie de coral ameaçada é capaz de lidar com os efeitos da acidificação dos oceanos na calcificação quando aumentada a taxa de alimentação“, foi publicado dia 15 de abril no jornal PLOS ONE. Os co-autores do artigo são: Erica K. Towle e Chris Langdon da UM Resentiel School of Marine and Atmospheric Science e Ian C. Enochs da NOAA’s Atlantic Oceonographic and Meteriological Laboratories em Miami.

 

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Sobre Victor Mykulak

Tradutor Victor Mykulak. Mora nos Estados Unidos onde trabalha como editor de vídeo. O trabalho dele pode ser encontrado no Adoro Cinema e na Globo Internacional. Começou no aquarismo em 2009 com um tanque de 18Litros, depois 75L e depois 375L. A experiência veio durante os 5 anos fora do país.

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