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Cavalos-marinhos são encontrados na Baía de Guanabara

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Hippocampus é um género de peixes das águas marinhas temperadas e tropicais pertencente à família Syngnathidae que engloba as espécies conhecidas pelo nome comum de cavalo-marinho. Os cavalos-marinhos caracterizam-se por uma cabeça alongada, com filamentos que lembram a crina de um cavalo, e por exibirem mimetismo semelhante ao do camaleão, podendo mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas. Os ovos postos pela fêmea são fertilizados pelo macho que os guarda em uma bolsa na base de sua cauda. – Wikipedia

Noticiado no Jornal Hoje: Pesquisadores encontram cavalos-marinhos na Baía de Guanabara, a descoberta de cavalos-marinhos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, surpreendeu até pesquisadores experientes. O local é símbolo da poluição, mesmo com um tratamento que já tenta há 20 anos resgatar a qualidade da água. Por isso a novidade chamou tanto a atenção, já que os animais não conseguem viver no meio da sujeira. Cavalos-marinhos não vivem em água poluídas. São espécies sensíveis que vem desaparecendo rapidamente de várias partes do litoral brasileiro. “Os maiores inimigos do cavalo marinho no Brasil são o esgoto, o lixo doméstico, a coleta dele para aquários e o uso dele em seitas religiosas”, explica César Bernardo Ferreira. Professor de química e biologia, ele mergulha há 20 anos na Baía de Guanabara.

Há pouco mais de um ano, ele se surpreendeu com o reaparecimento de cavalos-marinhos na região. Nossa equipe foi autorizada a acompanhá-lo em um mergulho. A pedido dele, a localização exata do mergulho não será revelada, para evitar a pesca predatória na Baía de Guanabara. “Esse aqui é um macho, tá grávido. É o macho que engravida. Ele tem uma bolsa incubadora a fêmea deposita os óvulos dentro da bolsa dele onde ficam os espermatozóides que fecundam os óvulos”, explica. César continua a busca e encontra com facilidade outras espécies.

Cada cavalo-marinho é medido com a ajuda de uma régua. O professor faz anotações ali mesmo, debaixo d’água. As informações serão úteis para a tese de doutorado dele. Hoje encontramos três casais e todos os machos estavam grávidos.

Para o biólogo marinho Marcelo Szpilman o reaparecimento dessas espécies indica que houve melhoria da qualidade da água em alguns locais da Baía de Guanabara. “Eu acho absolutamente surpreendente. O cavalo-marinho é um grande bioindicador de qualidade ambiental. Não é preciso ser profissional para saber que a Baía de Guanabara não está lá essas coisas. Me surpreende como qualquer pesquisador encontrar cavalos-marinhos ainda na Baía de Guanabara”. “Quando você protege o cavalo-marinho você protege toda a Baía de Guanabara, todo ecossistema marinho e consequentemente isso volta para a gente”, diz César Bernardo Ferreira.

Fonte: Jornal Hoje/André Trigueiro

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